ELEIÇÕES


Rui tenta convencer Diego Coronel a ficar na base do PT e dá indireta a ACM Neto: ‘Não humilhamos pessoas’

Apesar da decisão de Angelo Coronel de migrar para a oposição aos governos Lula e Jerônimo, o ministro disse que ambos ainda não formalizaram o rompimento

Fotos: Foto: José Cruz/Agência Brasil e Assessoria/ACM Neto

 

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou nesta sexta-feira (6) que tenta convencer o deputado federal Diego Coronel a permanecer na base dos governos Lula e Jerônimo Rodrigues, mesmo após o senador Angelo Coronel anunciar sua saída do PSD e o rompimento com as gestões petistas.

Apesar da decisão do pai parlamentar de migrar para a oposição, Rui Costa disse que ambos ainda não formalizaram o fim da aliança.

“Conversei mais uma vez essa semana com Diego Coronel, que é o filho do Angelo Coronel. Tenho boa relação com ele, com o pai, com a família. Com Diego, em especial, que ele é deputado federal. A gente sempre conversa, é um jovem. Até agora o que tem de anúncio é a saída deles do PSD. Eles não anunciaram até agora a saída da base do governo, nem federal, nem estadual. Então nós continuamos conversando”, disse o ministro.

Ele deu as declarações em entrevista à rádio Baiana FM.

Rui Costa também afirmou que busca uma eventual saída para manter Diego Coronel como aliado. O deputado ainda não disse se seguirá os passos do pai, que mantém conversas para uma provável filiação ao União Brasil.

“Vou reproduzir aqui o que ele me disse: ‘O dia que a gente tomar a decisão de sair da base do governo você será o primeiro a receber um telefonema meu para comunicar”. Portanto, nós vamos continuar conversando, porque um eventual desentendimento partidário não implica necessariamente sair da base”, afirmou Rui Costa.

“Conversei de forma intensa sobre várias possibilidades de mantê-los participando da chapa, continuo conversando e vamos tentar ainda uma solução para que ele fique na base do governo, tanto estadual, quanto federal”, acrescentou.

Em uma indireta a ACM Neto, Rui Costa disse não fazer parte de um grupo político que “humilha” pessoas publicamente. “Eu disse a ele: se tem um grupo político que abre as portas e as janelas e areja. dando oportunidade a jovens talentosos como ele, é o nosso grupo. Aqui não tem um chefe, não tem quem manda. Aqui não tem ninguém que humilhe outras pessoas publicamente. Aqui tem quem dialogue.”