MUNDO


Último tratado nuclear entre EUA e Rússia expira e reacende risco de conflito atômico

Para especialistas, colapso do Start também pode levar a uma nova corrida armamentista e fomentar a instabilidade global

Foto: Daniel Torok/White House e Reprodução/Governo russo

Expira nesta quinta-feira (5) o último acordo de controle de armas nucleares em vigor entre Rússia e Estados Unidos. Pela primeira vez em mais de meio século, o fim do acordo elimina qualquer limite formal para os dois maiores arsenais atômicos do planeta. As informações são da agência Associated Press.

Conhecido como Novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas (New Start, na sigla em inglês), o acordo estabelece tetos para ogivas nucleares de longo alcance desenvolvidas pelos dois países. Para especialistas, o fim do tratado pode abrir caminho para uma nova corrida armamentista nuclear.

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou estar disposto a respeitar os limites do acordo por mais um ano, desde que Washington faça o mesmo. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no entanto, ainda não se comprometeu com uma eventual prorrogação.

Nos últimos meses, Trump tem sinalizado o interesse de incluir a China em negociações sobre controle de armas nucleares, proposta rejeitada por Pequim, segundo uma fonte da Casa Branca que falou sob condição de anonimato por não estar autorizada a se manifestar publicamente. De acordo com essa fonte, o presidente americano decidirá sobre o tema “no momento oportuno”.

O fim do pacto também foi discutido por Putin com o presidente chinês, Xi Jinping, segundo o conselheiro do Kremlin Yuri Ushakov. Ele afirmou que os Estados Unidos não responderam à proposta russa de prorrogação e disse que a Rússia “agirá de forma equilibrada e responsável, com base em uma análise minuciosa da situação de segurança”.

Especialistas e defensores do controle de armas alertam que o vencimento do tratado pode estimular uma nova corrida armamentista, aumentar a instabilidade global e elevar o risco de um conflito nuclear.

(Com informações do jornal O Estado de S. Paulo)