ECONOMIA


Ouro fecha em forte alta de 6% e prata sobe 8% em meio a incertezas econômicas

Metal dourado fecha a US$ 4.935 em Nova York com foco em risco geopolítico e expectativa por cortes de juros nos EUA

Foto: Reprodução/Pixabay

 

O contrato mais líquido do ouro fechou em forte alta nesta terça-feira (3), retomando a trajetória de valorização após duas sessões consecutivas de queda. O movimento foi impulsionado pela busca por proteção diante de riscos geopolíticos, além das expectativas em torno do cenário macroeconômico dos Estados Unidos e do futuro da política monetária do Federal Reserve (Fed).

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril avançou 6,07% e encerrou o pregão a US$ 4.935,00 por onça-troy. Durante o dia, o metal chegou a tocar a máxima de US$ 5.018,10, retornando ao patamar acima de US$ 5 mil. A prata para março também teve forte desempenho e subiu 8,17%, fechando a US$ 83,30 por onça-troy.

Em relatório, o Deutsche Bank avaliou que, apesar da recente volatilidade, o ouro pode manter uma trajetória de alta e alcançar US$ 6 mil por onça-troy. Segundo o banco, os fatores que sustentam os preços do metal “continuam positivos”, e “as condições não parecem propícias para uma reversão sustentada nos preços do ouro”.

No campo da política monetária, o diretor do Fed Stephen Miran voltou a defender cortes agressivos nos juros americanos e afirmou que o banco central deveria promover uma flexibilização superior a um ponto percentual ao longo do ano. A perspectiva de juros mais baixos tende a favorecer o ouro, embora persistam incertezas sobre a saúde da economia dos EUA, especialmente diante do novo shutdown, que limita a divulgação de indicadores como o Jolts e o payroll.

Já no cenário geopolítico, o mercado segue atento às tensões entre Estados Unidos e Irã, após o presidente Donald Trump afirmar que “coisas ruins acontecerão” caso não haja um acordo com Teerã. Apesar da alta, o Swissquote Bank alertou para o comportamento recente do ouro, classificando-o como “preocupante”, ao observar que o metal tem se comportado como um ativo de risco. “O problema é que a maioria das carteiras diversificadas tem exposição ao ouro, o que significa que essa volatilidade afeta todos os perfis de risco. Isso é inquietante”, afirmou a instituição.

Com informações do Estadão Conteúdo