POLÍTICA


Diego Castro culpa Jerônimo por morte de cabo da PM: ‘Está em sua conta’

Glauber Rosa Santos, 42, chegou a passar por cirurgia no HGE, mas não resistiu; policiamento foi reforçado em ação de busca criminosos

Foto: Assessoria/Diego Castro

 

O deputado estadual Diego Castro (PL) disse lamentar a morte do cabo da Polícia Militar Glauber Rosa Santos, 42, baleado na cabeça durante um confronto com traficantes do Comando Vermelho, no Vale das Pedrinhas, em Salvador. O caso ocorreu na madrugada desta terça-feira (3), durante rondas no bairro. O parlamentar bolsonarista culpou o governador Jerônimo Rodrigues (PT) pela crise da segurança na Bahia.

O agente foi socorrido para o HGE (Hospital Geral do Estado), onde chegou a passar por uma cirurgia, mas não resistiu.

“É revoltante e inaceitável que um policial militar seja assassinado de forma covarde enquanto cumpre seu dever. A morte do cabo Glauber escancara a falência da política de segurança pública do governador Jerônimo Rodrigues, do PT”, afirmou.

“É preciso resposta dura, investigação rápida e punição exemplar, além de devolver à PM as condições e o respaldo necessários para enfrentar o crime com firmeza. Está em sua conta, governador.”

Glauber e outros agentes do 30º Batalhão da PM foram surpreendidos por criminosos que atiraram contra a guarnição. O bando fugiu em seguida. Ninguém havia sido preso até a publicação deste texto.

Para Diego Castro, a atuação do crime organizado ocorre em um cenário de impunidade. “A ousadia do crime organizado, que age com a certeza da impunidade sabendo que o governo que está aí passa a mão na cabeça da criminalidade. Não dá mais para naturalizar esse cenário de guerra urbana: quem ataca a polícia ataca a população de bem”, declarou.

Ao menos três ocorrências de trocas de tiros entre policiais e criminosos foram registradas nas primeiras horas do dia na capital baiana. Quatro suspeitos também morreram durante as ações.

Mais cedo, o secretário de Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, afirmou ao MundoBA se tratar um “crime bárbaro” e que não ficará impune.