SALVADOR


Ataque que matou PM com tiro na cabeça no Vale das Pedrinhas é crime bárbaro e não ficará impune, diz Werner

Secretário de Segurança Pública da Bahia afirmou que policiamento no Complexo de Amaralina foi reforçado para captura de criminosos; estado de saúde de cabo não foi divulgado

Foto: Eduardo Costa/MundoBA

 

O secretário de Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, classificou como “crime bárbaro” o ataque a tiros que matou um policial militar durante confronto com traficantes do Comando Vermelho, no Vale das Pedrinhas, bairro que integra o Complexo do Nordeste de Amaralina, em Salvador.

Segundo a assessoria da coporação, o cabo Glauber Rosa Santos, 42, estava em uma viatura com outros colegas quando foi alvejado na cabeça durante rondas na madrugada desta terça-feira (3). Ele foi socorrido para o HGE (Hospital Geral do Estado), mas não resistiu aos ferimentos.

Werner manifestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de Glauber e disse que o caso não ficará impune. “Já estamos com o policiamento nas ruas reforçado, com equipes da Polícia Militar especializada, Polícia Civil investigando, recebendo várias informações via Disque Denúncia 181 para que a gente possa alcançar os responsáveis por esse delito grave e levados à Justiça”, declarou o secretário ao MundoBA.

“Nós não iremos parar até alcançarmos esses responsáveis. Esse é um combate diuturno que a gente tem contra as facções. Continuaremos firmes, fortes contra as facções e contra os covardes faccionados que fazem ataques como esse contra as forças de segurança.

Glauber e outros agentes do 30º Batalhão da PM foram surpreendidos por criminosos que atiraram contra a guarnição. O bando fugiu em seguida. Ninguém havia sido preso até a publicação deste texto.

Desde o início da manhã, aeronaves do Graer sobrevoam o Complexo do Nordeste de Amaralina em busca dos envolvidos no ataque.

A Polícia Militar informou ter reforçado, por tempo indeterminado, o policiamento no local com a atuação de unidades ostensivas, táticas e especializadas. “Todos os esforços operacionais e de inteligência estão concentrados na identificação, localização e prisão dos autores da investida criminosa, com o objetivo de garantir a responsabilização dos envolvidos, preservar a ordem pública e assegurar a segurança da comunidade local”, disse a corporação em nota.