ELEIÇÕES


Kiki Bispo diz que chegada de Ângelo Coronel seria ‘reforço maior que Paquetá’ no União Brasil

Vereador avalia cenário político e projeta expectativas para o ano legislativo em Salvador

Foto: Matheus Morais/MundoBA

 

O líder do governo na Câmara de Vereadores de Salvador, Kiki Bispo (União Brasil), disse nesta segunda-feira (2) que a migração do senador Ângelo Coronel (PSD) para a oposição é equivalente à contratação do jogador Paquetá pelo Flamengo. Cria do Rubro-Negro, o meia retornou ao clube carioca como a transação mais cara da história do futebol brasileiro, ao custo de 42 milhões de euros (cerca de R$ 260 milhões).

“Coronel é um senador da República que tem a cara e o cheiro do interior. Um senador municipalista com destaque muito claro na defesa dos prefeitos do nosso estado. Ele chega para somar muito e agregar muito à nossa chapa. Teremos uma chapa forte, bem plural, com a cara da Bahia, e Coronel chega com todos esses requisitos. Diria que nossa contratação foi melhor e maior do que a de Paquetá, um reforço em ano de Copa. Essa é a nossa expectativa, e aí ficou claro que o lado de lá é a chapa dos que chamam de ‘sangue puro’ é tudo nosso e nada deles”, disse Kiki Bispo em entrevista ao MundoBA durante a abertura dos trabalhos legislativos.

Coronel anunciou a saída do PSD no sábado (31), em meio às articulações do PT para formação de uma chapa puro-sangue, com o ministro Rui Costa (Casa Civil) e o também senador Jaques Wagner.

Com 115 prefeituras na Bahia, o PSD é o principal aliado dos governos petistas no estado desde sua fundação, em 2011. A legenda é liderada pelos petistas senador Otto Alencar (PSD-BA), aliado do presidente Lula.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, Angelo Coronel foi a São Paulo na quarta-feira (28) acompanhado do filho, o deputado federal Diego Coronel (PSD-BA). Ambos almoçaram com Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, e expuseram as insatisfações.

Na conversa, o senador fez críticas ao PT baiano e propôs que o PSD não faça parte da coligação do governador Jerônimo Rodrigues caso seja preterido. Otto criticou a forma como a decisão do agora ex-correligionário foi tomada e disse ver o movimento como uma ingratidão ao presidente Lula.

Expectativa do ano na Câmara

O vereador também falou sobre o início dos trabalhos legislativos em Salvador. Kiki destacou que, por ser um ano eleitoral, os líderes partidários devem atuar em união para a progressão dos trabalhos na Casa.

“A nossa expectativa é que a gente possa fazer uma agenda produtiva, como foi o ano de 2025, ouvindo, dialogando, conversando com a cidade. Sabemos que vamos ter ano de eleição, mas precisamos criar uma pauta que, de fato, possa contribuir com o município, essa é a nossa responsabilidade. Acho que os líderes partidários e o presidente da Câmara devem estar também imbuídos com essa mesma filosofia e que possamos, mesmo em ano eleitoral, poder contribuir com o Salvador”, disse o vereador.

Permanência como líder de governo

Questionado sobre sua permanência no à frente do cargo de líder do governo no legislativo, Kiki desconversou e deixou a decisão nas mãos dos prefeito Bruno Reis (União Brasil).

“É um cargo que compete ao prefeito, o ano está começando hoje, nós vamos ter a informação de novas comissões, naturalmente você tem uma mudança em algumas posições, mas cabe ao prefeito decidir, se ele entender que a gente vai continuar, nós vamos seguir na mesma máxima de poder construir as pautas, dialogando com todos os entes da Câmara”, afirmou Kiki Bispo.