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Em depoimento à PF, Vorcaro nega ter recebido ajuda de políticos: ‘Não estaria de tornozeleira eletrônica’

A afirmação foi feita durante o depoimento prestado em 30 de dezembro de 2025, no âmbito do inquérito que apura uma suspeita de fraude bilionária

Foto: Reprodução/Redes sociais

 

O diretor-executivo do Banco Master, Daniel Vorcaro, declarou em depoimento à Polícia Federal que, se tivesse recebido “ajuda de políticos”, não estaria “usando tornozeleira eletrônica”. A afirmação foi feita durante o depoimento prestado em 30 de dezembro de 2025, no âmbito do inquérito que apura uma suspeita de fraude bilionária envolvendo a instituição financeira.

O acesso ao depoimento foi possível após o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirar o sigilo e disponibilizar todas as gravações das oitivas de Vorcaro, do ex-presidente do BRB (Banco de Brasília), Paulo Henrique Costa, e do diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino.

A delegada da Polícia Federal, Janaina Palazzo, responsável pelo caso, perguntou ao banqueiro se alguns de seus “amigos políticos” teriam tentado viabilizar a venda do Master ao BRB.

“Eu queria só dizer o seguinte, se eu tenho tantas relações políticas, como estão dizendo, e se eu tivesse pedido a ajuda desses políticos, eu não estaria com a operação do BRB negada, eu não estaria aqui de tornozeleira, eu não teria sido preso e estava com a minha família sofrendo o que a gente está sofrendo”, respondeu o diretor-executivo do Master.

Durante o depoimento, o empresário também destacou que “o negócio com o BRB foi construído tecnicamente dentro do Banco Central”. “Aí fica a frustração minha, porque não era para a gente estar aqui nessa sala e com essa exposição toda para o país, porque o prejuízo, no final, não foi só meu, foi do sistema financeiro”, apontou.

 

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