POLÍTICA


PF abre processo para apurar faltas de Eduardo Bolsonaro como servidor público

Ex-deputado não se reapresentou ao cargo de escrivão após perder mandato e pode ser demitido

Foto: Reprodução/X

 

A Corregedoria da Polícia Federal no Rio de Janeiro abriu um procedimento administrativo para apurar faltas injustificadas de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que ocupa o cargo de escrivão da PF. A corporação determinou, em 2 de janeiro, que ele retornasse ao serviço após o fim do mandato parlamentar, o que não ocorreu.

Eduardo está nos Estados Unidos desde março de 2025. Caso não se reapresente, o processo pode configurar abandono de cargo, que pode resultar em demissão do serviço público. Ele estava afastado da PF para exercer o mandato na Câmara dos Deputados.

O ex-deputado perdeu o mandato em 18 de dezembro de 2025 após acumular 59 faltas não justificadas em sessões deliberativas. No ano passado, anunciou que se licenciaria temporariamente para morar nos EUA, alegando que iria atuar em temas relacionados a sanções e direitos humanos.

Além do processo administrativo, Eduardo é investigado por suspeitas de coação no curso do processo e obstrução de investigação. Em novembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) o tornou réu por coação à Justiça. A Procuradoria-Geral da República também apura sua atuação junto ao governo dos Estados Unidos contra o ministro Alexandre de Moraes.

Ele também foi incluído no Cadin, cadastro de devedores do setor público federal, com dívida informada de R$ 13,9 mil referente a faltas no mês de março de 2025.