ELEIÇÕES


Wagner diz que aliados de ACM Neto só ‘levaram fumo’ e acena com vaga para Coronel caso vire ministro

Senador petista mencionou o prefeito feirense José Ronaldo, que foi escanteado pelo ex-prefeito na disputa pelo governo da Bahia em 2022

Imagem: Waldemir Barreto/Agência Senado e Vitor Pereira/MundoBA

 

O senador Jaques Wagner (PT) disse que aliados de ACM Neto (União Brasil) que o apoiaram nos últimos anos “levaram fumo” ao citar as eleições de 2018, quando o ex-prefeito de Salvador desistiu da candidatura a governador e escolheu José Ronaldo (União Brasil) para a disputa. À época, José Ronaldo renunciou à Prefeitura de Feira de Santana, mas acabou derrotado para Rui Costa (PT), reeleito para um segundo mandato.

“Você sabe me dizer qual foi a prosperidade de Zé Ronaldo, que aceitou ser bucha de canhão em 2018? Não foi pra lugar nenhum. Foi para Senado em uma, e não foi para lugar nenhuma”, disse o senador em entrevista à rádio Baiana FM na terça-feira (27).

Em 2022, José Ronaldo acabaria sendo preterido por ACM Neto, que havia lhe assegurado uma vaga de candidato a vice-governador como moeda de troca por ter deixado o Executivo feirense quatro anos antes.

Jaques Wagner deu as declarações ao rebater uma fala de ACM Neto de que o PT está isolando o senador Angelo Coronel (PSD) diante da possível formação de uma chapa “puro-sangue” ao Senado.

Além de José Ronaldo, ele também mencionou os nomes dos ex-deputados Marcelo Nilo, Jutahy Magalhães e José Carlos Aleluia, que deixou o União Brasil e hoje é pré-candidato a governador pelo partido Novo.

“Eu tenho que rir. Porque eu vou fazer uma lista das pessoas que acreditaram no ex-prefeito e levaram fumo na sua carreira política. Eu não sou de aniquilar ninguém. Ao contrário. Todo mundo que está aqui cresce. Não estamos isolando Coronel. Estamos com o problema, ele faz parte do problema, como eu faço e Rui [Costa] também”, acrescentou Wagner.

O senador também voltou a afirmar ter ofertado a suplência de seu mandato a Angelo Coronel e disse que o pessedista poderá assumir a titularidade do posto caso seja convidado para assumir algum ministro se o presidente Lula for reeleito. “De repente, eu vou para ministro. Vai brigar só pelo orgulho de ser candidato? E não acredito.”