ELEIÇÕES


Bruno Reis critica ‘chapa puro-sangue’ e diz que PT usa e descarta aliados na Bahia

Prefeito de Salvador afirma que imagens e declarações recentes indicam isolamento político do PT e falta de diálogo com partidos aliados na formação da chapa estadual

Foto: Jorge Jesus/MundoBA

 

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), criticou nesta segunda-feira (26) a estratégia do PT na formação da chapa majoritária na Bahia e afirmou que o partido tem um histórico de usar aliados e descartá-los quando deixam de ser úteis ao projeto político.

Ao comentar imagens recentes de eventos políticos com a presença majoritária de petistas, Reis disse que os sinais vão além do discurso. “Uma foto onde praticamente só tem os representantes petistas, e querem falar em unidade de grupo. Muito mais importante do que palavras é a imagem, né? E a imagem mostra ali o isolamento político de um partido que propaga que os aliados que cresceram com eles, serem usados e depois descartados”, afirmou em coletiva durante a inauguração do novo viaduto José Linhares, em frente ao Shopping da Bahia.

Segundo o prefeito, esse comportamento se repete ao longo dos anos e cita exemplos de lideranças que, segundo ele, foram deixadas de lado pelo PT. Entre os casos mencionados estão o ex-senador Walter Pinheiro, a ex-prefeita de Salvador Lídice da Mata e o ex-vice-governador João Leão.

Bruno Reis também criticou a forma como o PT estaria conduzindo a definição da chapa para as próximas eleições, afirmando que aliados devem ser informados pela imprensa, sem diálogo prévio. “Me parece que a chapa já está formada e, muito provavelmente, os aliados mais uma vez vão tomar conhecimento pela imprensa, sem sequer uma conversa pessoal para justificar ou dar satisfação”, declarou.

Para o prefeito, as recentes declarações de lideranças petistas reforçam essa percepção. Ele citou falas do ex-governador em agenda no interior do estado como indicativo de que as decisões já estariam tomadas. “Nem consideração com os aliados para ter a dignidade de uma conversa pessoal eles têm a capacidade de fazer”, concluiu.