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EUA pretendem reduzir participação na Otan para cortar gastos militares na Europa

Departamento de Defesa estuda as possibilidades, enquanto Trump afirma que fez mais pela Otan “do que qualquer outra pessoa viva ou morta"

Foto: Divulgação/White House

 

Os Estados Unidos pretendem reduzir sua participação na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para diminuir os gastos militares na defesa da Europa. A nova ação do presidente, Donald Trump, inclui cortes planejados em meio às ameaças políticas de anexação com a Groenlândia. As informações foram divulgadas na última terça-feira (20) e são do colunista Noah Robertson do jornal The Washington Post.

As medidas estão sob planejamento do Departamento de Defesa americano e visam diminuir a participação do país nos centros de treinamento da aliança europeia. Pelo menos 200 militares e 30 estruturas da Otan devem ser afetadas pela estratégia de não renovar os contratos de atuação, um processo que pode levar anos para ser concluído. Segundo fontes do governo, o movimento prevê uma retirada em etapas, sendo assim, não será de forma imediata.

Em declarações recentes, Trump prometeu impor tarifas sobre os aliados europeus que se opuserem à compra da Groenlândia, incluindo membros da Otan. Por meio de uma postagem na Truth Social, o presidente disse que taxas adicionais de importação de 10% entrariam em vigor em 1º de fevereiro sobre produtos da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Holanda, Finlândia e Reino Unido.

As cobranças aumentariam para 25% em 1º de junho e continuariam até que se chegasse a um acordo para que os EUA comprassem a Groenlândia.

A partir de agora, as tensões entre os europeus devem ganhar um novo capítulo, já que o líder americano se diz disposto a sacrificar o tratado militar firmado durante a Guerra Fria em nome da aquisição da ilha.