POLÍTICA


Deputado celebra queda nas mortes violentas na Bahia, mas diz que segurança pública não se mede só por indicadores anuais

Governo da Bahia divulgou, nesta terça-feira (20), que redução no número de mortes violentas no estado em 2025 foi de 13,1%

Foto: Matheus Morais/MundoBA

 

O líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), deputado Tiago Correia (PSDB), reconheceu a redução no número de mortes violentas no estado em 2025, mas chamou atenção para a distância entre os indicadores oficiais e a realidade vivida pela população baiana.

Os números foram divulgados nesta terça-feira (20) pelo secretário de Segurança Pública, Marcelo Werner, e apontam uma redução de 13,1% nas mortes violentas no estado em relação a 2024, além de uma queda de 22,9% em Salvador.

“Os dados são informações relevantes e merecem registro. Toda diminuição de perdas de vidas deve ser reconhecida, e o trabalho das forças policiais precisa ser valorizado e aplaudido”, disse o deputado ao MundoBA.

Apesar da queda nos números, o parlamentar aponta que ainda há percepção de insegurança elevada, sobretudo pela ocorrência de crimes em espaços públicos e durante o dia. “É fundamental olhar esses números com responsabilidade técnica e sensibilidade social. Apesar da redução estatística, a percepção de insegurança da população segue elevada. Os assassinatos continuam ocorrendo de forma cada vez mais frequente em locais públicos, em plena luz do dia, o que gera medo, retração da vida urbana, impacto sobre a atividade econômica e deterioração da confiança nas instituições”, afirmou ao portal.

O deputado também destacou que a segurança pública não pode ser avaliada apenas por balanços anuais. “Segurança pública não se mede apenas por indicadores consolidados ao final do ano, mas também pela capacidade do cidadão circular, trabalhar e viver sem temor cotidiano”, disse.

Na avaliação do líder da oposição, a violência é um fenômeno multifatorial e não pode ser atribuída exclusivamente à atuação policial. “Além disso, é importante destacar que a redução sustentável da violência não depende exclusivamente da Secretaria de Segurança Pública. Trata-se de um fenômeno multifatorial, diretamente associado à eficiência das políticas sociais, educacionais, de geração de emprego, saúde, urbanização, prevenção às drogas, sistema prisional e reinserção social.”

Tiago Correia defendeu ainda uma atuação integrada do governo estadual para garantir resultados duradouros. “Ao mesmo tempo em que parabenizamos o secretário pelo esforço operacional e pelos resultados apresentados, é necessário cobrar do governo do Estado uma atuação integrada, com metas claras, investimentos coordenados e políticas públicas consistentes que ataquem as causas estruturais da violência. Sem esse alinhamento intersetorial, qualquer redução pontual corre o risco de ser frágil, instável e insuficiente para devolver à população o verdadeiro sentimento de segurança”, concluiu.