POLÍTICA


Deputado critica reajuste acima da inflação no transporte intermunicipal da Bahia

Tiago Correia questiona falta de reação de aliados do governo estadual

Foto: Jorge Jesus/MundoBA

 

O líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), deputado estadual Tiago Correia (PSDB), criticou nesta sexta-feira (16) a ausência de manifestações de parlamentares da base governista após o governo estadual autorizar reajustes nas tarifas do transporte rodoviário intermunicipal acima da inflação oficial de 2025. Segundo o deputado, o silêncio contrasta com críticas feitas por esses mesmos grupos ao aumento da tarifa do transporte municipal de Salvador.

“Novamente, o governador empurra para cima do povo um reajuste acima da inflação, sem qualquer tipo de melhoria, só prejuízo, num serviço que está cada vez pior e os críticos de plantão se escondem. Cadê aquela virulência dos que criticaram o prefeito Bruno Reis, sendo que mesmo após reajuste Salvador tem a tarifa integrada mais barata do Brasil?”, questionou.

Os novos valores entram em vigor neste sábado (17) e foram oficializados por meio de resoluções publicadas no Diário Oficial do Estado na quinta-feira (15). De acordo com os atos, as linhas semiurbanas tiveram reajuste de 8,44%, quase o dobro da inflação de 4,26% medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2025. Já as linhas intermunicipais de longa distância e aquelas da Região Metropolitana de Salvador que partem de terminais rodoviários tiveram aumento de 6,28%.

Além das passagens, o governo estadual também autorizou o reajuste da tarifa de embarque da Rodoviária de Salvador, que passou a R$ 9,08 para viagens interestaduais, R$ 3,75 para intermunicipais e R$ 1,55 para linhas metropolitanas. Os valores são cobrados à parte e elevam o custo final da viagem para os usuários.

Para Tiago Correia, o aumento impacta diretamente trabalhadores e estudantes do interior do estado. O parlamentar também criticou a qualidade do serviço oferecido, citando ônibus antigos, insegurança, interrupções de linhas e dificuldades de deslocamento entre municípios. Segundo ele, o reajuste ocorre sem contrapartidas em melhoria do transporte e penaliza uma população que depende diariamente do sistema rodoviário.