ENTRETENIMENTO


Morte de astro da Disney após convulsão volta a repercutir e médicos fazem alerta sobre epilepsia 

Crises sofridas por Henri Castelli no BBB 26 reacenderam lembranças da morte de Cameron Boyce e levantaram debate sobre riscos e prevenção  

Foto: Wallpaper

Os episódios de convulsão enfrentados por Henri Castelli durante o Big Brother Brasil 26 trouxeram novamente à tona, nas redes sociais, a comoção em torno da morte do ator Cameron Boyce. O artista do Disney Channel morreu em 2019, aos 20 anos, após sofrer uma convulsão relacionada à epilepsia. 

Na época, um porta-voz da família confirmou a causa da morte ao site E! News. “A morte trágica de Cameron foi provocada por uma convulsão resultante de uma condição médica contínua, a epilepsia”, declarou. “Ainda estamos tentando encontrar nosso caminho em meio a este momento extremamente doloroso.” 

Conhecido por seus papéis nas produções Descendentes e Jessie, Cameron Boyce sofreu a convulsão fatal enquanto dormia. O caso se enquadra no chamado SUDEP (Sudden Unexpected Death in Epilepsy), termo médico utilizado para definir a morte súbita e inexplicada associada a crises epilépticas. 

Familiares e pessoas próximas pediram respeito à privacidade durante o período de luto. “Para que a família e todos que o conheceram e o amavam possam lamentar sua perda e tomar providências para o funeral, o que, por si só, já é extremamente doloroso”, diz a nota divulgada à época. 

A morte do ator também mobilizou colegas de profissão. Adam Sandler, que contracenou com Boyce no filme Gente Grande (2010), prestou homenagem nas redes sociais. “Muito jovem. Muito doce. Muito engraçado. O garoto mais legal, mais talentoso e mais decente do mundo”, escreveu. 

Nascido em Los Angeles, Cameron Boyce começou a carreira artística aos 9 anos de idade. Ganhou projeção internacional ao integrar o elenco da série infantil Jessie e consolidou a fama como um dos protagonistas da franquia Descendentes, que acompanha os filhos de vilões clássicos da Disney. 

Convulsões podem ser fatais? 

Convulsões são resultado de descargas elétricas anormais no cérebro e podem ter diversas causas, como privação de sono, estresse intenso, esforço físico extremo, alterações metabólicas ou doenças neurológicas. A repetição desses episódios exige investigação e acompanhamento médico. 

Segundo a Sociedade Brasileira de Neurologia, convulsões isoladas costumam apresentar bom prognóstico. No entanto, crises prolongadas ou sucessivas elevam o risco de complicações. “Quando a convulsão dura mais de cinco minutos ou ocorre sem recuperação da consciência entre um episódio e outro, estamos diante de uma emergência médica”, alerta a entidade. 

Uma neurologista ligada à Academia Brasileira de Neurologia explica que os maiores perigos nem sempre estão na convulsão em si, mas nas consequências associadas. “Quedas, traumas, aspiração de secreções e dificuldades respiratórias são riscos importantes durante uma crise.” 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça que mortes diretamente causadas por convulsões são raras e, quando ocorrem, geralmente estão ligadas a fatores indiretos. De acordo com documentos técnicos da entidade, a ausência de assistência imediata e a falta de tratamento adequado em casos de crises recorrentes aumentam significativamente os riscos.