POLÍTICA


Vereador questiona venda de áreas públicas e aponta abandono do Estado

Téo Senna afirma que terrenos como os do antigo Detran e do Centro de Convenções foram deixados sem uso e alerta para o avanço da especulação imobiliária

Foto: Divulgação/Ascom/CMS

 

O vereador Téo Senna (PSDB) criticou nesta terça-feira (13) a intenção do governo do Estado de comercializar terrenos públicos em Salvador, como os da antiga sede do Detran, da velha rodoviária e do antigo Centro de Convenções. Para o parlamentar, a proposta escancara um histórico de abandono de áreas estratégicas da capital baiana e levanta preocupações sobre os impactos urbanos e sociais dessas negociações.

Segundo Senna, a situação desses espaços não é recente e já foi alvo de denúncias e reportagens ao longo dos últimos anos. “A gente vem comparando isso já há algum tempo. Eu fiz, inclusive, algumas reportagens sobre essas áreas que foram abandonadas pelo Estado, não só o Detran, como o Centro de Convenções, aquela área do Genivaldo, o Odorico. São áreas importantes de Salvador que foram simplesmente deixadas de lado”, afirmou o parlamentar em entrevista ao MundoBA.

O vereador destacou que, após anos sem qualquer destinação concreta, esses terrenos agora entram em processos de licitação para venda, sem que, segundo ele, tenha havido debate adequado sobre planejamento urbano e interesse público. “Imagine a mudança que vai ser para as pessoas, a construção de prédios naquela área sem a avaliação necessária. Isso mostra o abandono do Estado com esses espaços”, criticou.

Téo Senna também comparou a postura do governo estadual com discursos frequentes sobre preservação urbana. “É até curioso, porque muitas vezes se diz que áreas verdes estão abandonadas. Mas, na realidade, não são áreas abandonadas, são áreas não utilizadas. O problema é diferente”, pontuou.

Ao citar especificamente o antigo Centro de Convenções, no Stiep, o vereador lamentou os prejuízos econômicos para a cidade. “Nós perdemos bilhões em turismo e em atividades que aconteciam ali. É triste ver que, num momento como esse, o que está sendo negociado é a especulação imobiliária em cima de áreas que poderiam estar servindo à população”, concluiu.

A declaração ocorre após o governador Jerônimo Rodrigues (PT) afirmar que o Estado aguarda a regularização documental para avançar na comercialização dos terrenos, o que reacendeu o debate sobre o destino desses espaços e o modelo de desenvolvimento urbano adotado em Salvador.