SALVADOR


Maior ilha marítima do Brasil convive com disputas do crime organizado

Moradores estão preocupados com a perda da tranquilidade por aumento da violência em um dos destinos de maior procura da Bahia

Foto: Reprodução/Redes Sociais Prefeitura de Itaparica

 

Itaparica, que é considerada uma das maiores ilhas marítimas do Brasil, vive uma mudança preocupante em seu território. Organizações criminosas estão migrando para a região em busca de estabelecer novos espaços para seus domínios. Em meio às disputas do tráfico, moradores e turistas vêm ficando preocupados com as disputas de locais estratégicos para o comércio de entorpecentes.

Dividida entre os municípios de Itaparica e Vera Cruz, e com uma população total de 57 mil habitantes, a ilha viu o cenário de praias paradisíacas perder a tranquilidade com a chegada de organizações criminosas como Primeiro Comando da Capital (PCC), Bonde do Maluco (BDM) e Comando Vermelho (CV). As facções vêm protagonizando intensas disputas nas regiões conhecidas como Cone Sul, Mar Grande e Alto do Riachinho com cada local sendo dominado por diferentes lideranças.

Entre as localidades, Alto do Riachinho, na cidade de Vera Cruz, é a que apresenta maiores dificuldades de segurança. O território é cercado por tensões e medo entre moradores. Mar Grande, que é considerada a porta de entrada da ilha, também vive uma sensação de perigo com relatos de jovens armados e tiroteios frequentes. Os episódios de insegurança prejudicam a economia local e concentram desafios de gestão para a economia e a segurança pública.

Apesar dos casos de violência a ilha ainda segue como um destino requisitado em épocas festivas e feriados. A Polícia Militar, que atua na região, tem feito operações de captura aos integrantes das organizações criminosas. O objetivo é enfraquecer o crime organizado e reduzir as fontes de receita das entidades.