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CEO da Heineken pede demissão após redução nas vendas em 2025

Novo sucessor já está no radar da empresa que busca cumprir as promessas de retornos financeiros aos investidores até 2030

Foto: Reprodução / Redes Sociais

 

As vendas da cervejaria holandesa Heineken registraram queda nos últimos meses de 2025, o que acabou forçando mudanças inesperadas na empresa. Nesta segunda-feira (12), o CEO da companhia, Dolf van den Brink, optou por renunciar ao seu cargo na marca de bebidas logo após definir mudanças no setor operacional. As apostas não surtiram o efeito esperado a curto prazo e o dirigente afirmou que era o momento certo para o desligamento.

Com o início da sua gestão em 2020, Van den Brink enfrentou o aumento de custos com a inflação nos preços de matéria-prima e queda nas vendas. A soma dos fatores fez com que a cervejaria ameaçasse perder o posto de maior marca de cervejas do mundo, atrás apenas da concorrente belga Anheuser-Busch InBev. Outro ponto é que o sucessor do CEO, também terá a missão de gerenciar marcas como Tiger e Amstel que pertencem ao portfólio do grupo.

Apesar do pedido de renúncia, o presidente executivo só poderá se desligar oficialmente da fabricante no dia 31 de maio de 2026, enquanto isso, ele irá exercer a função de consultor. Quanto às estratégias no setor operacional, a empresa planeja que o novo sucessor possa cumprir o mandato até 2030, de acordo com planos da cervejaria.

Preocupações dos investidores com futuro da Heineken, por conta da diminuição dos retornos financeiros nas ações também foram um dos motivos que culminaram à saída do presidente. “A Heineken chegou a um estágio em que uma transição servirá melhor à empresa”, afirma Van den Brink ao justificar o momento atual de renúncia.

Quanto ao novo sucessor, ele já irá assumir a cervejaria com a responsabilidade de colocar a empresa nos trilhos novamente. Mesmo em um cenário onde as mudanças no consumo de álcool tenham passado por modificações globalmente, principalmente entre os jovens que possuem outras opções de escolha no mercado.