ECONOMIA


TCU discute modelo para preservar autonomia do Banco Central após caso Master

Presidente do tribunal afirma que inspeção não visa reverter liquidação e nega uso de recursos da União

Foto: Saulo Cruz/TCU

 

O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, afirmou nesta sexta-feira (9) que irá se reunir com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na próxima segunda-feira (12), para discutir a criação de um modelo de fiscalização que preserve a autonomia da autoridade monetária. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Estúdio i, da GloboNews, em meio às repercussões do chamado caso Master.

Segundo Vital do Rêgo, a iniciativa busca equilibrar o papel constitucional do TCU na fiscalização com a independência do Banco Central sobre o sistema financeiro. “Semana que vem eu vou estar com o Galípolo pra criar um modelo em que a nossa interrogativa de fiscalização esteja sendo cumprida, e a autonomia do banco esteja preservada, porque o banco tem autonomia sobre todo o mercado financeiro”, afirmou, ao rebater críticas de que o tribunal estaria tentando criar brechas para questionar judicialmente a liquidação do Banco Master.

O TCU havia autorizado, há seis dias, uma inspeção no Banco Central relacionada ao caso, mas decidiu suspender o processo nesta quarta-feira (7), decisão que ainda será analisada pelo plenário. De acordo com o presidente do tribunal, a suspensão ocorreu diante de um “tensionamento” entre o BC, o TCU e o mercado financeiro. Ele também negou que a atuação do órgão tenha sido um erro e garantiu que não há discussão sobre reverter a liquidação da instituição.

Vital do Rêgo afirmou ainda que o TCU não identificou indícios de uso de recursos da União no Banco Master, mas ressaltou que há interesse público em esclarecer possíveis aportes envolvendo fundos de pensão, prefeituras e governos estaduais.