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Papa critica ‘zelo pela guerra’ em discurso forte no Vaticano

Em tom mais inflamado, ele defendeu os direitos humanos no país caribenho

Foto: Vatican News

 

O papa Leão XIV condenou nesta sexta-feira (9) o uso da força militar como ferramenta da política externa, ao fazer seu discurso anual sobre as relações internacionais ao corpo diplomático no Vaticano. O pontífice afirmou que a diplomacia baseada em diálogo e consenso está sendo substituída por uma “diplomacia da força”, em um momento de “retorno da guerra” e fragilização das instituições multilaterais.

“A guerra está de volta à moda e o zelo pela guerra está se espalhando”, disse o papa, que foi eleito em maio do ano passado.

Sem citar países diretamente, Leão XIV disse que o caso da Venezuela e pediu que a crise no país seja resolvida por meios pacíficos e com respeito ao bem-estar, à soberania e aos direitos humanos do povo venezuelano, depois da captura do presidente Nicolás Maduro na sequência de uma ação militar dos Estados Unidos.

Proferido a cerca de 184 embaixadores credenciados na Santa Sé, o discurso também abordou ameaças à liberdade de expressão, que o papa afirmou estar “encolhendo”, e criticou práticas como aborto, eutanásia e reprodução por barriga de aluguel, além de apontar formas sutis de discriminação religiosa em países ocidentais.

A fala marcou uma postura mais veemente do pontífice em seu primeiro grande posicionamento sobre política externa, refletindo preocupação com a preservação da legalidade internacional e a promoção de soluções pacíficas para conflitos contemporâneos.