ECONOMIA


Influenciador de direita diz que recusou ‘boa quantia de dinheiro’ para defender Master e atacar BC; vídeo

Vereador Rony Gabriel, do PL de Erechim (RS), afirma que foi procurado por agência de marketing digital e vê estratégia para salvar Daniel Vorcaro

Imagem: Reprodução/Redes sociais

 

O influenciador de direita e vereador Rony Gabriel (PL), da cidade de Erechim (RS), afirma ter sido procurado por uma agência de marketing digital para gravar conteúdos em defesa do Banco Master e difamar o Banco Central, que decretou a liquidação da instituição de Daniel Vorcaro no fim do ano passado.

Em um vídeo publicado em sua conta no Instagram, Rony contou que a empresa disse atuar no “gerenciamento de reputação para um executivo” e que estava contratando influencers para ajudar nesse trabalho. Segundo o vereador, o contato foi feito no dia 20 de dezembro de 2025, por meio de sua assessoria.

Rony diz ter recebido a oferta de “uma boa quantia de dinheiro”, mas afirma ter recusado a proposta, cuja cláusula de quebra de contrato seria de R$ 800 mil.

“A proposta era para dizer o seguinte: que o Banco Master era uma vítima do Banco Central, que tinha coisa errada no Banco Central e que isso tinha que ser investigado melhor. Que o sistema financeiro e o sistema estavam partindo para cima do Banco Master porque o Banco Master estava indo contra o sistema”, afirmou o vereador, que soma 1,7 milhão de seguidores no Instagram e se apresenta como pré-candidato a deputado federal.

Segundo ele, tanto influenciadores de esquerda quanto de direita foram contratados para criticar o BC.

“Muitas dessas análises copiando o meu método, a minha forma de fazer vídeo, dando a entender que o Banco Central se precipitou ao fazer a liquidação do Banco Master. Liquidação essa que traz todas as provas de fraudes, de todos os problemas, e vai ter que ser aberto em algum momento uma possível CPMI. Ou seja, eles querem embargar todas as investigações.”

Para o influenciador, a decisão sobre a liquidação do Master foi planejada para salvar Vorcaro e todos os investigados no caso. “Se ele for preso, se acontecer alguma coisa com ele, ou ele sair sem nada, ele pode abrir a boca, e esse que é o grande problema.”

“A estratégia deles agora é jogar isso no colo do Banco Central, fazer parecer que não tinha nada de errado no Banco Master e que o Banco Central se precipitou e se adiantou na hora de fazer a liquidação do Banco Master”, afirmou Rony.

Conforme o jornal Folha de São Paulo veiculou na terça-feira (6), pelo menos 46 perfis em redes sociais fizeram um bombardeio digital com ataques simultâneos contra o BC e investigadores no caso Master.

A reportagem informou que a prática já vinha sendo observada durante o processo de análise pelo órgão regulador da venda do banco para o BRB (Banco de Brasília), mas cresceu nos últimos dias em meio à guerra jurídica no STF (Supremo Tribunal Federal) e no TCU (Tribunal de Contas da União) travada entre os investigadores e os advogados do Master.

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