BRASIL


Ibama cobra explicações da Petrobras sobre vazamento em perfuração na Margem Equatorial

Órgão ambiental quer relatório técnico detalhado sobre fluido biodegradável perdido durante atividade marítima; estatal afirma que não houve danos ambientais

Foto: Divulgação/Petrobras

 

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) solicitou à Petrobras, nesta quarta-feira (7), um detalhamento técnico sobre o vazamento de fluido biodegradável ocorrido durante uma atividade de perfuração marítima no Bloco FZA-M-59, na Margem Equatorial na última terça-feira (6). O pedido foi formalizado por meio de um ofício enviado no período da tarde, às 16h30, pela Coordenação-Geral de Licenciamento Ambiental de Empreendimentos Marinhos e Costeiros (CGMac).

O órgão ambiental informou que recebeu a comunicação inicial do incidente no último domingo. Segundo a Petrobras, houve uma “perda de fluido” em duas linhas auxiliares que conectam a sonda responsável pela perfuração do poço Morpho. Em nota, a estatal afirmou que adotou todas as medidas de controle necessárias e garantiu que não houve danos ao meio ambiente nem riscos às pessoas.

Apesar disso, o Ibama quer ir além da comunicação preliminar. No ofício, o instituto solicita a elaboração de um relatório completo sobre as circunstâncias que levaram ao vazamento, incluindo o detalhamento qualitativo e quantitativo do fluido biodegradável, com apresentação de laudos laboratoriais. Também pede uma avaliação dos impactos do ocorrido e a indicação de medidas preventivas para evitar que situações semelhantes voltem a acontecer.

O documento não estabelece um prazo fechado para a entrega das informações, deixando a definição da data a cargo da própria Petrobras. O Ibama reforçou ainda que, conforme já apontado em parecer técnico emitido no ano passado, as condicionantes da licença ambiental podem ser modificadas ao longo da execução da atividade.

Segundo o órgão, qualquer alteração nas especificações do projeto, na finalidade do empreendimento, no escopo dos programas ambientais ou nos prazos previstos depende de autorização expressa da autoridade ambiental.