ECONOMIA


Pobreza em Buenos Aires cai pelo quarto ano seguido, aponta instituto oficial

Percentual de pessoas em situação de pobreza recua para 17,3% no terceiro trimestre de 2025

Foto: Vinicius Garcia/ Pexels

 

A taxa de pobreza na cidade de Buenos Aires voltou a apresentar queda, segundo dados do Instituto de Estatística e Censos da Cidade Autônoma de Buenos Aires referentes ao terceiro trimestre de 2025. De acordo com o levantamento, a pobreza atinge atualmente 17,3% da população, uma redução significativa em relação aos 28,1% registrados no mesmo período do ano retrasado. Já a taxa de indigência caiu de 11,0% para 5,3%.

Pela metodologia adotada, são considerados indigentes aqueles que não conseguem, com a renda mensal, adquirir a cesta básica alimentar. Já os pobres não indigentes são os que não conseguem comprar a cesta ampliada, que inclui produtos não alimentícios e alguns serviços.

Segundo o instituto, a melhora nas condições de vida está relacionada ao crescimento dos rendimentos, tanto laborais quanto não laborais, como aposentadorias e pensões, em ritmo superior ao da inflação no período analisado.

Uma pesquisa complementar apontou que a renda familiar média aumentou 69,3%, índice 31,6 pontos percentuais acima do IPC da cidade de Buenos Aires, que ficou em 37,7%.

“No terceiro trimestre de 2025, os aumentos nos rendimentos (laborais e não laborais) foram superiores à alta dos preços. Essas dinâmicas impactam em uma redução da pobreza em relação ao mesmo período do ano anterior. Trata-se da quarta queda interanual consecutiva”, informou o instituto em nota.

Apesar da melhora, os dados indicam que a pobreza ainda atinge cerca de 188 mil domicílios e 534 mil pessoas na capital argentina. A indigência, por sua vez, alcança 55 mil domicílios e 164 mil pessoas.

O levantamento também mostrou mudanças na composição social da cidade. O número de domicílios classificados como classe média cresceu 19 pontos percentuais, chegando a 51,4% do total. Já o grupo considerado mais rico, denominado como “acomodados” na pesquisa, avançou de 12,6% para 16,1% dos lares.

Com informações do InfoMoney