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Marco Rubio nega invasão e diz que captura de Maduro não exigiu aval do Congresso dos EUA

Secretário de Estado afirma que ação na Venezuela foi uma operação de prisão

Foto: Reprodução/Instagram @marcorubio

 

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou neste domingo (4) que a operação americana que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro não precisou de autorização do Congresso norte-americano. Segundo ele, a ação não se configura como uma invasão militar.

“Não era necessária, porque isso não é uma invasão. Não ocupamos um país. Esta foi uma operação de prisão. Esta é uma operação de aplicação da lei”, declarou Rubio em entrevista ao programa This Week with George Stephanopoulos, da emissora ABC.

Maduro foi capturado após uma operação determinada pelo presidente Donald Trump e está detido em um centro de detenção em Nova York, onde aguarda julgamento por acusações relacionadas ao tráfico de drogas. Trump afirmou que os Estados Unidos pretendem assumir o controle da Venezuela, país que é um dos principais produtores de petróleo do mundo, embora ainda não tenha detalhado como essa administração ocorreria.

Durante a entrevista, Rubio foi questionado sobre declarações que sugerem uma presença militar norte-americana por tempo indeterminado no país sul-americano, o que remete a intervenções anteriores dos EUA no Iraque e no Afeganistão. Segundo o secretário, “o que estamos conduzindo é a direção para onde isso vai daqui para frente”, ao responder se os Estados Unidos estariam governando a Venezuela após a deposição de Maduro.

Rubio também mencionou a possibilidade de adoção de uma “quarentena” militar, que impediria a entrada ou saída de navios venezuelanos transportando ou buscando petróleo, mesmo quando essas embarcações constam na lista de sanções dos Estados Unidos.

“Podemos escolher quais perseguir. Temos ordens judiciais para cada uma delas. Isso continuará em vigor até que as pessoas que controlam as alavancas do poder no país façam mudanças que não sejam apenas do interesse do povo venezuelano, mas também do interesse dos Estados Unidos e das causas que nos importam”, afirmou.

Apesar das críticas internacionais ao governo Maduro, incluindo acusações de fraude na eleição de 2024, diversos países e entidades têm defendido que a crise seja resolvida por vias diplomáticas e com respeito ao direito internacional.

Trump sustenta que Maduro teria orquestrado o envio de drogas para os Estados Unidos e que se manteve no poder de forma ilegítima. O governo venezuelano nega as acusações e autoridades em Caracas classificaram a ação americana como imperialista, atribuindo-a ao interesse dos EUA nas riquezas petrolíferas e minerais do país.

A prisão de Maduro abre um período de incertezas sobre os rumos políticos e institucionais da Venezuela.