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Venezuela perde 41 mil barris de petróleo por dia com bloqueio naval dos EUA

A área que antes produzia aproximadamente 540 mil barris por dia, agora passa a render 498.131 barris com prejuízos financeiros

Foto: Reprodução/Redes Sociais

A iminente ameaça de bloqueio naval por parte de outros países tem gerado prejuízos econômicos para a Venezuela. A produção de petróleo que é uma das principais fontes de receitas do país fechou o ano de 2025 em queda, motivada pelas limitações nas exportações impostas pelos Estados Unidos no Caribe para pressionar o presidente Nicolás Maduro. As tensões políticas crescem em meio às desvantagens financeiras.

Segundo dados de uma das principais petroleiras da Venezuela, a Petróleos Venezuela (PDVSA), a produção do recurso na Faixa do Orinoco registrou uma queda de 25%, produzindo 498.131 barris por dia. Em virtude da falta de espaço para armazenamento, a empresa passou a fechar parte dos poços que captam o líquido, a ação foi motivada pela dificuldade em exportar o material com rapidez, o que acaba saturando os estoques.

O país que possui as maiores reservas petrolíferas do mundo, tem a Faixa do Orinoco como principal responsável por cerca de dois terços dessa produção. A região também é rica em variações de petróleo pesado e extrapesado, a queda nas produções na localidade, afeta diretamente a produção geral do território venezuelano. A área que antes produzia aproximadamente 540 mil barris por dia, agora passa a ter um déficit de 41 mil em relação ao rendimento atual.

Os prejuízos tiveram início após as sanções impostas pelos EUA e para piorar, o bloqueio naval criado no Caribe, não tem facilitado o abastecimento dos navios venezuelanos. Esse fator, também configura como uma das razões do fechamento dos poços da PDVSA que dependem diretamente da região para gerir a capacidade de armazenamento dos produtos. O déficit nos barris, afeta a projeção de crescimento da Venezuela para os próximos 12 meses.

Apesar dos episódios de tensão entre os dois países, o governo venezuelano tenta negociar a entrada de novos investimentos e abertura de negociações com os Estados Unidos em 2026. A ideia é tentar estabilizar a economia e impedir o aumento da crise petroleira na região.