POLÍTICA


Deputado critica campanha da Havaianas e aponta viés político em propaganda

Capitão Alden afirma que peça publicitária ultrapassa o marketing e assume posição ideológica

Foto: Assessoria

 

O vice-líder da oposição na Câmara dos Deputados, Capitão Alden (PL-BA), comentou nesta segunda-feira (22) a campanha publicitária protagonizada pela atriz Fernanda Torres. Segundo o parlamentar, a peça publicitária apresenta um conteúdo com viés político e ideológico, o que, na avaliação dele, gerou reações negativas principalmente entre setores mais conservadores.

De acordo com Alden, a propaganda ultrapassa o objetivo comercial ao inserir mensagens que, em sua visão, normalizam uma agenda ideológica. “O problema desse comercial da Havaianas não é uma sandália. É a normalização de uma agenda ideológica disfarçada de ‘criatividade’. Publicidade não é neutra. Sempre comunica valores. E quando uma marca escolhe provocar deliberadamente uma parcela significativa da sociedade, ela faz uma opção política, ainda que depois tente se esconder atrás do marketing. O brasileiro comum não está pedindo militância cultural em propaganda. Está pedindo emprego, segurança, respeito e liberdade”, declarou o parlamentar.

Capitão Alden ressaltou ainda que empresas têm liberdade para criar suas campanhas da forma que consideram adequada, mas destacou que o público também é livre para reagir, criticar ou deixar de consumir a marca. Segundo ele, esse tipo de resposta não configura censura, mas faz parte da dinâmica do mercado e da liberdade de escolha dos consumidores.

“Empresas são livres para criar o que quiserem. Mas precisam entender que o consumidor também é livre para reagir, criticar e boicotar. Isso não é censura. É mercado. É escolha. É consequência”.

Por fim, o deputado afirmou que discorda de narrativas que rotulam como “atraso” ou “ódio” posições baseadas em valores tradicionais, como família e fé. “Minha posição é simples: não aceito que se trate como ‘atraso’ ou ‘ódio’ quem apenas defende valores tradicionais, família, fé e bom senso. Quem politiza tudo não pode reclamar quando tudo vira política. E fica o alerta: marca que despreza seu público, cedo ou tarde, paga a conta”, concluiu.