POLÍTICA


Vereadora de Salvador critica sugestão da FGV de adiar revisão do PDDU para 2027: ‘É um absurdo’

Aladilce Souza questiona posicionamento da fundação e pede que CMS suspenda tramitação de projetos que alterem o plano urbanístico

Foto: Victor Queirós/CMS

 

A vereadora Aladilce Souza (PCdoB), líder da bancada de oposição na Câmara de Salvador, criticou, durante sessão desta quarta-feira (12), o cronograma proposto pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) para a revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU), que sugere adiar a conclusão do processo para 2027.

No documento, a instituição afirma que “em vista do processo eleitoral de 2026, e a necessidade de realização de audiências públicas, sugere-se que o cronograma seja ampliado de forma a evitar a politização das audiências públicas”.

“É no mínimo estranho que a FGV, instituição de outro estado contratada pela prefeitura por R$ 3,6 milhões, com dispensa de licitação, sugerindo que os trâmites sejam finalizados após as eleições de 2026, para que o processo não seja contaminado pelas eleições. Caso o Executivo acate a sugestão da FGV, a proposta só será encaminhada para a Câmara apreciar em 2027, o que é um absurdo porque isso já deveria ter acontecido há mais de um ano”, rebateu a edil.

A vereadora acrescentou ainda: “Na minha opinião, e da nossa bancada, esta é uma postura inadequada, pois não caberia à FGV opinar sobre a época que julga mais ou menos indicada, mas sim desenvolver o projeto de revisão. O que é que a FGV tem a ver dando opinião sobre o processo político da cidade, se eles foram contratados para apresentar um estudo técnico?”.

Aladilce também fez um apelo ao presidente da Câmara, vereador Carlos Muniz (PSDB), para que não tramite mais nenhum projeto do Executivo que inclua alterações no PDDU ou na Lei de Ordenamento do Uso e Ocupação do Solo (LOUOS). “Está claro que esse tem sido o método da prefeitura, fatiar a revisão do PDDU e da LOUOS e embutir em projetos aparentemente comuns”, alertou.