POLÍTICA


‘Vamos mostrar a cara de quem faz parte do crime organizado’, diz Lula após megaoperação contra o PCC

Em entrevista, presidente ressaltou integração das forças de segurança

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta sexta-feira (29), que o enfrentamento ao crime organizado e a reestruturação do sistema de segurança pública são prioridades do Governo Federal. Em entrevista à Rádio Itatiaia, de Belo Horizonte (MG), o mandatário destacou a relevância das recentes operações da Polícia Federal (PF) e defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública, atualmente em tramitação no Congresso Nacional.

Na quinta-feira (28), uma ação conjunta do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), da PF, do Ministério da Fazenda, da Receita Federal e de outros órgãos resultou nas operações Quasar, Tank e Carbono Oculto. Os objetivos foram desarticular organizações criminosas envolvidas em esquemas bilionários de lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e fraudes no setor de combustíveis.

As operações cumpriram mais de 400 mandados judiciais, incluindo 14 prisões, além de centenas de buscas e apreensões em oito estados. Foram bloqueados e sequestrados R$ 3,2 bilhões em bens e valores, em investigações que identificaram movimentações ilícitas de cerca de R$ 140 bilhões. “Descobrimos que tem muita gente ligada ao crime organizado, e fizemos a operação mais importante da história dos 525 anos do Brasil. Agora queremos saber quem efetivamente faz parte do crime organizado”, afirmou Lula.

O presidente ressaltou que as ações só foram possíveis graças à integração das forças de segurança, articuladas pelo Núcleo de Combate ao Crime Organizado, criado em janeiro de 2025 pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski. “Trabalhamos em conjunto com o Ministério Público de São Paulo e tem que ser assim para fazer valer a força da polícia e da justiça. Vamos mostrar a cara de quem faz parte do crime organizado neste país”, declarou.

Lula também destacou a complexidade do cenário atual, com redes criminosas que atuam de forma transnacional e diversificada. “O crime organizado é sofisticado. Ele está na política, no futebol, na justiça. É um braço internacional poderoso, com relações no mundo inteiro. Mas vamos chegar lá, com investimento e inteligência”, afirmou.