ECONOMIA


Mercado teme que investigação sobre a REAG exponha nomes ligados a escândalos financeiros

Raio-X da operação contra o PCC no setor de combustíveis aumenta receio de revelações sobre empresas e executivos

Foto: Divulgação/Receita Federal

 

O mercado financeiro está apreensivo com os desdobramentos da investigação contra a REAG Investimentos, alvo de buscas da operação “Carbono Oculto”, uma ação que mira esquemas bilionários de lavagem de dinheiro envolvendo o Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis. Há especulações de que a apuração pode revelar nomes de empresários ou instituições envolvidos em escândalos recentes, colocando em xeque a reputação de players do mercado. 

A apreensão é ainda maior por conta da complexidade dos esquemas investigados: o PCC teria movimentado cerca de 46 bilhões de reais por meio de fintechs entre 2020 e 2024, além de controlar fundos de investimento com ativos estratégicos, como usinas de etanol, terminais portuários e centenas de caminhões e imóveis. A REAG foi citada como uma das empresas envolvidas, o que gerou forte queda nas ações, cerca de 15%, segundo dados de mercado.

A atenção do mercado está voltada para o potencial impacto que essa investigação pode ter sobre a confiança do investidor e a reputação de instituições financeiras. Se nomes importantes vierem à tona, o setor pode enfrentar onda de desconfiança, além de pressões regulatórias mais intensas.